Introdução: A armadilha de estar Ocupado, mas não ser produtivo
Você já terminou um longo dia de estudos, olhou para sua lista de tarefas preenchida e, ainda assim, sentiu que o progresso real foi mínimo? A sensação de estar constantemente ocupado, correndo contra o relógio, mas sem avançar significativamente é frustrante e comum. A premissa de que mais horas de esforço equivalem a melhores resultados é uma das maiores armadilhas da produtividade. A verdade é que o aprendizado eficaz não vem de mais esforço, mas de um esforço mais inteligente.
Este artigo vai revelar quatro verdades contra-intuitivas, baseadas em métodos comprovados, que desafiam a sabedoria convencional sobre os estudos. Prepare-se para descobrir um caminho para aprender mais em menos tempo, trocando a agitação improdutiva por uma eficácia estratégica.
1. Fuja da tirania da urgência: O importante raramente grita por atenção
Seu cérebro está programado para mentir para você. Ele confunde o que “grita” (urgente) com o que importa de verdade. Para navegar nesse caos, a Matriz de Eisenhower é uma ferramenta poderosa. Ela classifica as tarefas em quatro quadrantes:
1. Urgente e Importante (Fazer): Tarefas para fazer imediatamente (crises, prazos finais).
2. Importante, mas Não Urgente (Agendar): Tarefas para agendar (planejamento, revisões, autocuidado).
3. Urgente, mas Não Importante (Delegar): Tarefas para delegar (interrupções, e-mails de rotina).
4. Nem Urgente, Nem Importante (Eliminar): Tarefas para eliminar (distrações, atividades sem valor).
A Verdade Contra-Intuitiva: Somos vítimas do “efeito da mera urgência” — um viés cognitivo que nos dá uma recompensa barata ao completar tarefas fáceis e urgentes (Quadrante 3), sabotando ativamente nossos objetivos de longo prazo, que residem no Quadrante 2. Focar no Quadrante 2 não é apenas um bom planejamento; é um ato deliberado de sobrepor um impulso cerebral falho. O verdadeiro crescimento, a prevenção de crises futuras e o aprendizado sólido acontecem no Quadrante 2. É neste quadrante que a mágica acontece: onde aplicamos a Regra 80/20 para definir o que estudar e usamos a Repetição Espaçada para garantir que o aprendizado seja permanente.
“O que é importante raramente é urgente, e o que é urgente raramente é importante.” — Dwight D. Eisenhower
Reflexão: Mudar a mentalidade de reagir ao urgente para planejar proativamente o importante é o verdadeiro segredo para reduzir o estresse e alcançar objetivos significativos. Seu progresso não está nas tarefas que gritam por atenção, mas naquelas que você silenciosamente agenda e executa com consistência.
2. Adote a preguiça estratégica: faça menos para conquistar mais com a Regra 80/20
O Princípio de Pareto, ou Regra 80/20, afirma que, em muitas situações, 80% dos resultados vêm de apenas 20% do esforço. Nos estudos, isso significa que uma pequena parte do conteúdo ou das técnicas que você utiliza é responsável pela maior parte do seu desempenho em provas.
Aplicação Prática: Sua missão estratégica não é estudar menos, mas identificar e dominar esses 20% críticos. A forma mais eficaz de fazer isso é analisar provas anteriores e editais para mapear os tópicos de maior incidência e peso. Um exemplo prático e poderoso: em vez de revisar todas as suas anotações de forma genérica, concentre-se nas questões que você mais errou nos simulados. Esses erros representam os 20% do conteúdo que estão causando 80% das suas dificuldades. Ao focar em sanar essas fraquezas específicas, você obtém o máximo retorno sobre o tempo investido.
Reflexão: Essa abordagem combate a sensação de estar sobrecarregado, pois direciona sua energia para onde o impacto é máximo. Não se trata de ignorar o resto do conteúdo, mas de priorizar de forma inteligente, garantindo que seu esforço mais intenso seja aplicado onde ele realmente faz a diferença.
3. Aceite o fato: seu cérebro foi feito para esquecer (mas você pode treiná-lo)
Vamos ser diretos: seu cérebro não é um HD. A função principal dele não é armazenar, é esquecer. E entender isso é o primeiro passo para aprender de verdade. A “Curva do Esquecimento” descreve como a perda de informação ocorre de forma acelerada logo após o aprendizado inicial se não houver um reforço ativo.
A Verdade Contra-Intuitiva: Métodos passivos e confortáveis, como reler o material várias vezes ou grifar páginas inteiras, são comprovadamente pouco eficientes. As técnicas mais poderosas para consolidar a memória de longo prazo são o Active Recall (Lembrança Ativa) e a Repetição Espaçada. O Active Recall é o esforço de recuperar uma informação da memória sem ajuda. Esse ato de “puxar” a informação fortalece as conexões neurais de forma muito mais robusta do que simplesmente “colocar” a informação para dentro através da releitura.
Aplicação Prática: Pratique o Active Recall com autoexplicação (explicar um conceito com suas próprias palavras), resolvendo questões sem consultar o material ou usando flashcards. A Repetição Espaçada, por sua vez, determina quando revisar, revisitando o conteúdo em intervalos crescentes (ex: 1 dia, 3 dias, 1 semana).
Pense assim: a Repetição Espaçada é o seu calendário estratégico de revisões, e o Active Recall é o exercício de alta intensidade que você executa em cada data agendada. Um sem o outro é ineficiente. Juntos, eles são a fórmula cientificamente comprovada para vencer a Curva do Esquecimento. Agendar essas revisões é a atividade mais importante do Quadrante 2, a que previne futuras crises de “esqueci tudo na véspera da prova”.
Reflexão: O aprendizado não é um evento único. A chave não é o quanto você estuda, mas com que frequência e de que forma você pratica ativamente a recuperação dessa informação da sua memória.
4. Abandone a maratona: o segredo está nos sprints e nas pausas de verdade
A imagem do estudante que passa horas a fio, imóvel sobre os livros, é um mito de produtividade. O cérebro humano tem um limite de foco, e a produtividade cai drasticamente após cerca de 50 minutos de concentração intensa. Ignorar isso é garantir um rendimento cada vez menor. Modelos como o “Split Sprint” (50 minutos de foco, 10 de pausa) respeitam esses ciclos. Enquanto a Técnica Pomodoro (25/5) é excelente para vencer a procrastinação e focar em tarefas curtas, o ‘Split Sprint’ (50/10) é projetado para sessões de deep work, permitindo imersão total em tópicos complexos sem esgotar sua energia.
A Verdade Contra-Intuitiva: Uma pausa eficaz não é para consumir mais informação, mas para permitir que seu cérebro mude do “modo focado” para o “modo difuso”. O modo focado é a concentração intensa que gasta energia. O modo difuso é um estado relaxado de divagação, essencial para a criatividade e a consolidação da memória. Checar redes sociais ou e-mails mantém seu cérebro em um estado de foco superficial, impedindo a recuperação real. Pense na academia: a pausa entre as séries serve para seus músculos se recuperarem para a próxima série. A lógica é a mesma.
Aplicação Prática: Durante suas pausas, faça algo que promova o descanso cognitivo e ative o modo difuso. Atividades ideais incluem:
* Tomar uma água ou um café.
* Lavar a louça do lanche.
* Arrumar uma gaveta.
* Brincar com seu animal de estimação.
* Simplesmente fechar os olhos e respirar por alguns minutos.
Reflexão: O descanso não é uma perda de tempo; é um componente estratégico e essencial do aprendizado. Incorporar pausas de qualidade no seu cronograma é a melhor forma de prevenir o esgotamento (burnout) e manter um alto nível de desempenho de forma sustentável.
Conclusão: de ocupado a eficaz, a escolha é sua
A produtividade inteligente não se trata de adicionar mais tarefas ou estudar por mais horas. Trata-se de questionar fundamentalmente a forma como estudamos, aplicando estratégias que trabalham a favor do nosso cérebro, e não contra ele. Ao focar no importante, priorizar o esforço, praticar a recuperação ativa e respeitar os ciclos de descanso, você transforma a agitação em progresso real.
Agora, a pergunta é: Qual dessas verdades você pode aplicar hoje para transformar seu esforço em resultados reais e parar de apenas “estar ocupado”?
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